DCU – Especulações Maravilhosas

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Desde que a DC Comics iniciou a sua nova jornada no meio televisivo com a série Arrow, uma enxurrada de acontecimentos se iniciou enchendo de esperanças os corações DCnautas qe se encontravam órfãos devido às sequências de decepções que assolavam o universo dos quadrinhos da DC.

No início ninguém além dos leitores bem mais antigos entendeu a abordagem tomada em Arrow, fazendo com que muitos entendessem como uma releitura do personagem de tão destonante que ele era em relação a sua versão contemporânea, mas ao contrário, este era o mais fiel possível ao personagem originalmente idealizado. Pensando dessa forma a DC mostrou uma frieza corajosa em apresentar esse personagem dessa maneira e trazendo-o aos poucos, levando três a quatro temporadas, para o Arqueiro Verde que conhecemos e só então assumindo a alcunha que todos conhecem de Green Arrow.

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Nesse meio tempo fomos apresentado ao Flash com a sua série visualmente tão diferente da do Arrow que parecia ser de outra emissora e que nunca se enquadrariam num mesmo universo. Novamente fomos omados pela surpresa, pois não só faziam parte como também se encontrariam, não uma, mas uma infinidade de vezes interligando não apenas as séries em um mesmo canal de distribuição como toda a temporada, fazendo os acontecimentos de uma influenciarem nas outras.

Dessas duas séries surgiu uma terceira, Legends of Tomorrow, com personagens apresentados em uma e outros novos e muito conhecidos dos fãs. Legends viajou e brincou com o imaginário dos DCnautas trazendo personagens esquecidos nos quadrinhos de volta ao calor dos nossos corações. Eles foram também o elo de ligação para reproduzir o inimaginável já apresentado em Arrow e Flash, uma grande porta de passagem para os universos e mundos do Universo DC.

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Em outra frente Kara, a Supergirl nos era apresentada com o seu universo perfeito construído pelo seu primo e a responsabilidade de ser um reflexo do mesmo enquanto enfrenta dilemas e problemas extraplanetários em um ambiente inimaginável para um humano coexistindo com alienígenas e vilões superpoderosos sem poder contar com a ajuda do Superman que vive preso às suas obrigações.

Todas as três primeiras séries tiveram uma característica comum e linda aos olhos de qualquer fã e repetida pela da Supergirl que pertencia a outro canal, trouxeram de volta antigos atores do Universo DC para fazer papéis importantes diretamente ligados aos que estavam se reproduzindo agora nos sets de filmagens. O Flash dos anos 90 era o pai do Barry, o Super de Lois and Clark era o pai da Kara, como o viajante do tempo Rip Hunter um conhecido viajante do tempo da série Doctor Who, Linda Carter sendo a presidente dos Estados Unidos como se imaginava que a Mulher Maravilha poderia vir a ser em um determinado momento, escolha dos antagônicos irmãos de Prision Brake para reproduzir suas características nos dois ant-herois Capitão Frio e Onda Térmica, entre outros.

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Tudo isso começou em Smallville quando Christopher Reeve e Margot Kidder apareceram na série para orientar o perdido Clark Kent que não conseguia entender as suas origens e os sinais que sua estória traziam. Um personagem ou sua série nunca são tidos como cancelados nesse novo universo criado. Personagens como Constantine não só foram resgatados tal como eram nas suas séries homônimas para serem utilizados nas séries do arco Arrowverse, como ensaiam possibilidades de retorno.

Flash com suas características de personagem e enredo foi o responsável por boa parte dessa união, inclusive rompendo linhas temporais de canais de distribuição e se unindo a Supergirl conseguindo com isso trazê-la para a Warner Channel. A ruptura da barreira interdimensional e temporal feita por Barry deixou muitos fãs encucados por reproduzir uma cena emblemática e dramática dos quadrinhos da década de 80 quando ele aparece para o Batman e faz um anúncio fatídico. Essa cena que aparece no filme cinematográfico de Batman vs Superman não teria tanta importância se não fosse visualmente idêntica ao Espírito do Tempo que persegue o Flash toda vez que ele rompe a barreira temporal e mais tarde se revela como sendo ele mesmo tentando o impedir de iniciar algo trágico, mais uma vez uma cena que se repetiu diversas vezes nas HQs.

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Não bastasse isso tudo, a própria Warnner lança simultaneamente outros títulos que inicialmente pareciam incoerentes ao que estava acontecendo com o resto do universo. Gotham surgiu com uma roupagem diferente, com uma cidade como personagem principal e como sendo a principal responsável pela construção dos personagens icônicos do universo sombrio do Batman, tanto seu apoio para a manutenção da paz como seus maiores inimigos.

Ao longo de 5 temporadas, que pareciam pré-programadas, vimos o próprio Batman sendo construído e ansiamos pelo seu aparecimento que foi anunciado para a última temporada da série e com um salto temporal e providencial de 10 anos. O papel de Gotham já está cumprido, mas não sem antes deixar spin offs, como a série do Alfred já anunciada pela emissora com o nome de Pennyworth e outra de seus personagens femininos como Birds of Pray.

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Enquanto isso e também bem distante dos nosso tempo, mais precisamente 100 anos, ocorre a série Krypton que conta a estória dos avós de Kal-El, mas conduzida por um personagem que parece vir de um futuro próximo, e não deixa de nos fazer lembrar de Michael Jon Carter, para alertar que o Superman, como viria a ser conhecido o neto dos personagens principais, corria grande perigo e eles precisavam sava-lo. Essa mesma ambientação foi vista diversas vezes em Supergirl, principalmente pelas lembranças do Ultra-Rapaz.

O que parece caminhar em uma direção bem oposta é a série do Black Lightning, que parecia não se enquadrar ao padrão escolhido pela DC/Warnner e apresentava um roteiro que perdia muito tempo brigando entre diálogos politicamente corretos e enredo heroico, algo que estranhamente era questionado inclusive pelos personagens da série. Muitas vezes essa incoerência foi posta a prova e devidamente ajustada pelo argumento de que a emissora, a exemplo as outras séries, tem pensado a muito longo prazo.

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Então surgem os Titans, com uma sequência de trabalhos de divulgação catastróficos que serviu exatamente ao contrário. As expectativas se tornaram tão ruins que os espectadores foram tomados de surpresa ao perceber que ali estava um dos últimos trabalhos bons, se não um dos melhores, feitos pela DC/Warnner nos últimos tempos. A série chegou atualizando o tempo e trazendo referências muito próximas ao que estava acontecendo no universo cinematográfico da DC.

Nela fomos apresentados a novos personagens que caminharam com suas próprias séries a partir do próximo ano. Doom Patrol chegou pra fazer o sangue ferver, com o seu jeito irônico e dualístico de seus personagens enquanto Swamp Things era apresentado em Legends of Tomorrow como teste da principal característica do personagem da sua série solo, a maquiagem ao bom e velho estilo FX, sem efeitos especiais e CGs.

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Em meio a tanta coisa essas séries começaram a brincar com o nosso imaginativo e foram nos deixando muito mal acostumados. Os primeiros crossovers surgiram sem muita promessa, mas como um presente de férias para os fãs. Como eles tomaram o gosto e com a resposta extremamente positiva dos expectadores, eles começaram a ousar e nos agraciaram com a saga dos Domínions em Invasão.

Ver esses personagens reunidos em um prédio retirado diretamente dos Super Amigos e reproduzindo fielmente a Sala da Justiça foi indescritível, mas não iria parar por aí. Não bastava ter visto Jonah Rex, Sociedade da Justiça, Ajax, Jay Garrick… Eles tinham que fazer mais, então trouxeram Crise na Terra 2, mas não chegava, ainda tinha a Crise na Terra X e o seu Elseworld com o Superman de A Foice e o Martelo, Ant-Monitor e o Flash dos anos 90.

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Nesse meio tempo fomos todos assolados por informações de gravações sendo feitas nos sets de filmagens de Smallville, reuniões com Tom Welling, Michael Rosenbaum e John Glover, bate papos com Jensen Ackles, comentários de Brandon Routh se imaginando de volta ao uniforme azul, afinal nesse novo universo compartilhado e cheio de referências às outras séries e eventos tudo é possível e passível de acontecer.

A luz vermelha estava acesa e piscando loucamente na cabeça de todos os fãs da DC. Está bem, o que está faltando para Crise nas Infinitas Terras acontecer como já comentei diversas vezes aqui. a resposta é bem simples: NADA!!!

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A DC/Warnner ousadamente anunciou com um ano de antecedência o crossover da próxima temporada, que será a tão aclamada minissérie, e que acredito não ser apenas um crossover de três ou quatro episódios, ele pode se estender por mais que isso, talvez um arco inteiro em cada uma das séries unindo todo esse universo compartilhado que surgiu separado por emissoras, produtoras e pelo próprio tempo, mostrando que a ideia plantada de que tudo produzido até agora não só existiu como estava presente em todo o Universo Compartilhado da DC.

Muitos questionamentos se fazem necessários agora. Vão matar a Supergirl e dar um reboot na personagem? Vão trazer a Mulher Maravilha para a série ou vão usar a Donna Troy em seu lugar? Tom Welling será o Superman que irá  se sacrificar no fim da saga? Barry Allen irá desaparecer como aconteceu nos quadrinhos? Essa Crise será feita apenas com os personagens apresentados até agora ou teremos outros tão fantásticos e conhecidos? A saga irá afetar o universo de animações da mesma maneira que Vixen coexiste nos na linha living action e na animação? A aparição do Flash nos cinemas alertando o Batman é um alerta da união desses universos cinematográficos?

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Todas essas questões e muitas outras afetam profundamente tudo o que foi construído de bom até agora para a DC e correr o risco de se reiniciar tudo do zero ou simplesmente parar é assustador. Ninguém pede por isso e ao mesmo tempo está extremamente ansioso para o início da temporada que trará Crise para nós, mas a escolha de Sofia já foi feita e a nós só cabe aguardar.

É claro que o temor de que possam destruir um ícone existe e sempre existirá, mas aparentemente a DC e a Warnner estão trabalhando com planejamento a longuíssimo prazo, dispostos a cometer o que para nós parece ser um erro, mas que possui propósito em toda essa engrenagem construída para alimentar essa estrutura de terras infinitas ou, tomara, as já anunciadas 52 que anuncia a não possibilidade desse reboot, já que elas já aconteceram em ordem inversa e a Crise nas Infinitas Terras estaria unindo tudo novamente em um único universo corrigindo “alguns” erros cometidos nas últimas décadas. Caminho este já sendo traçado pelas revista em quadrinhos.

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