Homem Aranha no Aranhaverso: Espetacular!

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Acabei de chegar de uma sessão dupla no cinema e, apesar do cansaço e de saber que não vou conseguir publicar isso aqui hoje (obrigado Virgin Media) eu decidi escrever sobre a experiência que tive essa noite.

Minha intenção era ver a estréia do filme Aquaman para poder falar sobre a mais nova tentativa da DC Universe nos cinemas. Os bons trailers mostravam que era praticamente uma aposta certeira, ao menos no quesito diversão. Estávamos ansiosos no grupo do Nerdopolis sobre como abordaríamos nossas opiniões sobre Aquaman quando decidi comprar um segundo ingresso e assistir a animação Homem Aranha no Aranhaverso.  

Como vocês já devem ter percebido pelo título desse texto, não é sobre Aquaman que vou falar aqui. Aliás, nem quero falar de Aquaman ou da DC nos cinemas. por enquanto. Podem até ser filmes divertidos, porém eles não mexem com o coração do nerd, sabe? São genéricos demais. Não causam qualquer tipo de identificação real com quem está assistindo.

Vamos lá: Aquaman não é péssimo. Pelo contrário, é até divertido. Entretanto, eu já estava com o segundo ingresso comprado, e apesar do cansaço, decidi encarar mais uma sessão. O resultado foi esse:

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Depois de uma primeira cena pós créditos que me fez chorar pela segunda vez, uma avalanche de emoções começou a mandar uma mensagem bastante clara – O que eu havia acabado de assistir não era uma animação qualquer sobre um herói no meio de tantos. Quando terminei a segunda cena pós créditos, me vi gargalhando junto com as poucas outras pessoas que estavam na sala do cinema comigo naquela hora da noite.

Que homenagem linda tinha sido. Tudo. O filme todo. Não so introduz novamente o Miles, que eu cada vez gosto mais… Como respeita toda a essência… E ainda me relembrou que podemos fazer a diferença. Você pode fazer a diferença! Sim, você que está lendo isso. O Homem Aranha não é tão poderoso quanto Aquaman, Superman ou Mulher Maravilha. O que faz dele um herói não são seus poderes. É a sua vontade de fazer a diferença e de se recusar a ficar no chão após uma queda. Sem dar spoilers, foi isso que a nova animação conseguiu tão bem expressar, seja no design diferenciado dos seus personagens, na direção de arte hiper estilizada que combina com o jovem Miles Morales (um perfeito novo homem aranha para os tempos de hoje), na música e score que parecem sintonizar perfeitamente com cada elemento sendo apresentado na tela, e no coração dos diferentes personagens apresentados.

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Tem fan-service? Pode apostar que sim! Temos um Rei do Crime como vilão, em um traço que homenageia David Mazzucchelli, temos os nomes de mestres como Ditko e o saudoso Stan Lee fazendo uma aparição que me arrancou lágrimas. Temos também referências ao criador de Miles Morales, Brian Michael Bendis e a diferentes versões, já vistas nos quadrinhos ao longo de décadas, do Homem Aranha.

Vamos para a parte burocrática – Spider-Man: Into the Spider-Verse (Homem Aranha: No Aranhaverso) foi produzido pela Columbia Pictures e Sony Pictures Animation em associação com a Marvel Entertainment. O filme se passa em um multiverso compartilhado chamado de “Aranhaverso”, que possui personagens de universos alternativos diferentes da linha original (conhecida como 616). O filme é dirigido por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, com roteiro escrito por Phil Lord e Rothman. O elenco é composto por Shameik Moore interpretando Miles Morales, além de Hailee SteinfeldMahershala AliJake JohnsonLiev Schreiber, Brian Tyree Henry, Luna Lauren VelezLily TomlinNicolas Cage, Kimiko GlennJohn Mulaney. No filme, Morales se torna uma das versões alternativas do Homem-Aranha.

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Conversando com um dos meus melhores amigos (Nerd de longa data e antigo colecionador de quadrinhos) que havia acabado de ver o filme quase no mesmo momento, mas em outro país, chegamos a mesma conclusão: Quando uma obra tenta seguir fielmente a fonte original sem esquecer do que ela representou para tantos, e principalmente do seu propósito, não tem como errar. Homem Aranha no Aranhaverse consegue desviar de erros que são tão comuns em outras adaptações que temos visto por aí, e não foi simplemente usando seu sentido aranha. Foi sendo mais quadrinhos do que filme.

A animação não tenta ser algo extraordinário, sombrio ou épico. Ela apenas sabe mostrar que conhece bem a fundo o personagem e o que ele representa. Assim como a dedicação dos profissionais envolvidos (roteiristas, animadores, dubladores, técnicos de som, etc), que criou com carinho uma obra que jamais poderá ser esquecida pelos fãs do Aranha, velhos como eu, ou novos como a geração atual. 

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Conclusão: Imperdível. Filme algum conseguiu acender o desejo de ler aqueles quadrinhos antigos com o velho cabeça de teia salvando a vizinhança como essa nova animação. Só tenho a agradecer a todos os envolvidos nesse projeto por trazer de volta aquele velho fã do Peter Parker, e esse novo fã do Miles Morales.

Obrigado também a Steve Ditko e Stan Lee. Por nos mostrar que não estamos sós.

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