Titans

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Titans foi uma sequência de surpresas desde sua estréia, passado os percalços que se seguiram desde o anúncio da produção da série, o primeiro episodio chegou bem ao estilo Titans, sem delongas nem enrolação. Ela está de longe de ser próxima ao personagens criados por Bob Haney e Bruno Premian na década de 60 ou aos remodelados por Marv Wolfman e George Perez na década de 80, estão mais próximos aos Titans apresentados nos últimos longas de animação da Warner/DC.

Comecei esse post enquanto conversava com um cara Marvete de carteirinha e tentava convencê-lo à ver as séries da DC:

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A série abriu logo apresentando Rachel Roth e todo o temor que seu personagem poderia trazer para o enredo. Dick Grayson por sua vez não deixou por menos, se mostrou um homem maduro e em busca de se reencontrar consigo mesmo. A decepção, como era de se esperar, ficou com Kory Anders que tanto a atriz quanto o seu personagem parecem estar fora do lugar, uma adaptação fora demais do contexto e sem suas principais características, que definam o personagem. Garfield Logan também sofreu mudanças ainda não explicadas no seu personagem, mas também não teve tempo de se explicar, sua maior característica e a responsável pela sua dissonância com o mundo, a pele verde sumiu, ela que foi a grande moldadora do seu caráter e o induziu ao personagem zoador para esconder seu preconceito pessoal.

O enredo da série está bem dinâmico e sem se preocupar com longas introduções dos personagens e ao molde dos quadrinhos, você vai conhecendo eles e seu dramas pessoais a medida que os outros personagens também conhecem. A exemplo dos quadrinhos, os personagens foram retirados das cidades fictícias e introduzidos no mundo real, os motivos pessoais ainda parecem ser os mesmo e prometem interação com as séries existentes e as prometidas pela Warner/DC, como Doom Patrol, já que as referências são diretas, Dick ainda mantém contato com Alfred e Dona Troy, Rapina e Columba fazem parte do início das suas aventuras fora da sombra de Batman, inimigos como o Coringa e referências à Gotham são o tempo todo citadas.

Glauco: “Dona Troy? Quem esta escrevendo isso? Fãs de quadrinhos?!?!

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Os ânimos permaneceram ainda mais acalorados no segundo episódio, quando Rapina e Columba foram introduzidos na série, e novamente o tom direto se firmou, não houve perda de tempo com outros personagens e o enredo ficou na trama que se desenrolava. Dick se mostrou o grande “pegador” que se tornou nos quadrinhos e nas animações, mostrando que a maturidade chegou pra valer cobrando as inconsequências dos atos da juventude. Os personagens que já se mostram cansado da vida de combate ao crime, que ela cobra alto aos heróis que estão em busca de uma auto-aposentadoria.

A série toca em pontos pessoais dos combatentes da justiça caminhando paralelamente aos acontecimentos dos quadrinhos como se preparassem o terreno para novas aventuras ou séries. Já vemos esses acontecimentos em outras séries da produtora com o anúncio de possíveis séries paralelas à esse grande Universo DC que desponta no horizonte, como Superman e por que não uma Liga da Justiça Sombria?

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Os produtores parecem ter escolhido o caminho certo, não dá pra saber já é parte da influência dos acordos com a Netflix que entrou como produtora pra ter exclusividade sobre a série fora do canal de streaming da DC, mas o tom foi bem empregado, ainda agrada aos novos fãs, mas é explicitamente uma série feita para agradar ao pessoal old school. O tom da série está bem sombrio, chegando a quase elevar a idade recomendada, fato que se refletiu inclusive nas outras séries da DC, mudando o tom e o humor se tornando mais sombrio.

Glauco: “Não é para agradar teen,…. é descarado para os fãs antigos…

É difícil não imaginar e fácil de sonhar com futuros crossovers entre eles e as outras séries da DC já que as mesmas referências aparecem nas outras séries, como as Indústrias Wayne e a Batgirl. Ainda falta o terceiro episódio para consolidar as boas expectativas geradas pela estréia da série, mas também há a certeza de que não seremos de todo felizes, Garth e Estelar já estão aí e teremos que aceitá-los.

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O maior e mais grotesco erro da série se deve ao fato de não terem dado o devido crédito aos seus criadores, Bob Haney, Bruno Premian, Marv Wolfman e George Perez foram literalmente esquecidos, prefiro acreditar nisso, por Geoff Johns que é o produtor e por sua vez o grande responsável por esse erro, ao simplesmente colocar um “Baseado em personagens da DC” na tela de créditos.

Não custava nada não é mesmo!?

Glauco: “Estou quase pensando em começar o Arrow nova temporada, Flash e o blá-blá-blá of Tomorrow.

E assim surge mais um novo DCnauta…

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