Jack Kirby

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Em 29 de agosto de 1917 nascia Jacob Kurtzberg, um verdadeiro monstro dos quadrinhos e venerado até hoje no mundo inteiro. Uma de suas mais fantásticas características era a de criar personagens e pseudônimos, o que fez para si mesmo por várias vezes até finalmente se decidir por Jack Kirby.

Ficou conhecido como “estudante sem professor”, pois aprendia tudo o que podia de pessoas mais versáteis que ele na área de desenho e tornava suas técnicas algo particularmente seu, desenvolvendo sua própria forma de desenho, sendo muito inspirado pelo traço do Flash Gordon de Alex RaymondKirby é conhecido popularmente entre os criadores e fãs de histórias em quadrinhos como um dos maiores e mais influentes artistas do gênero. Sua produção entrou para a história enquanto estimativas apontam que ele tenha desenhado mais de 25.000 páginas, assim como tira de jornal e esboços e são atribuídos a Jack Kirby a autoria de 419 personagens do universo de quadrinhos, e contando.

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Jack foi o criador de personagens icônicos para as editoras Timely Comics (Marvel) e National Comics Publications (DC Comics) e para a Harvey Comics , a Hillman Periodicals, a Crestwood Publications, entre outras no período pós guerra, sendo um dos mais influentes criadores e ilustradores da era de prata dos quadrinhos recebendo a alcunha de O Rei por seus fãs.

No início de sua carreira Kirby ilustrava as aventuras de Popeye para o Fleischer Studios e logo depois conheceu Joe Simom com quem firmou uma parceria produtiva criando aventuras independentes e vendendo pras editoras da época chegando a Timely Comics. Na Marvel, criou com Simon o Capitão América e posteriormente em parceria com Stan Lee, que fazia questão de ter participação em todas as criações de sua editora, criou o Quarteto Fantástico, X-Men, Hulk, Surfista Prateado, Homem de Ferro, Vingadores, Ant-Man, Feiticeira Escarlate, Galactus, Nick Fury, Mercúrio, Magneto, Inumanos e a cidade e Attilan, Pantera Negra e o reino de Wakanda. Sendo muitas vezes co-autor das aventuras narradas por Lee, ele era frequentemente ignorado nos créditos como autor das revistas publicadas na época.

 

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A parceria com Simon gerava expectativas no mercado e era sinônimo de aventuras empolgantes de ação, parte devido ao estilo de Kirby desenhar que parecia trazer para as páginas de quadrinhos os plots e os enquadramentos dos filmes de ação. Depois de dez edições de Capitão América, a dupla mudou-se para a DC Comics, onde assumiram personagem Sandman na revista Adventure Comics. Posteriormente passariam por suas mãos Boy commands, Newsboy Legion (Legião Jovem) e Manhunter. Ele viria a trabalhar novamente na DC Comics na década de 70 onde teria um selo exclusivo para as suas estórias, Jack Kirby’s Fourth World que apresentaria Os Novos Deuses, Senhor Milagre, O Povo da Eternidade, OMAC, Kamandi, Darkseid, Etrigan e o seu último trabalho em parceria com Joe Simon a “nova” encarnação de Sandman.

Após sua passagem pela DC Comics, Kirby fez um breve retorno a Marvel para escrever e desenhar o Capitão America, nesse período foi o responsável pela criação de Devil Dinosaur, Os Eternos e uma quadrinização de 2001: Uma Odisseia no Espaço, onde criou o Homem-Máquina.

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Em 1978 Kirby abandonaria a indústria dos quadrinhos para se dedicar ao cinema e a animação, fazendo os storyboards para O Novo Quarteto Fantástico, a adaptação de The Black Hole da Disney para tiras de jornal e a arte conceitual para o filme baseado no livro Lord of Light de Roger Zelazny, que acabou não sendo produzido, mas todo o material foi usado pela CIA para ajudar no plano do resgate de funcionários da embaixada norte-americana no Irã em 1979, fato que foi narrado no filme Argo de 2012. Kirby criou também a arte conceito de Turbo Teen e Thundarr: O Barbaro. Posteriormente, em 1985 ele ajudaria a criar o conceitos para a animação de Os Centurions.

Um dos maiores legados de Jack Kirby veio do acordo inédito com a então criada Pacific Comics, onde publicaria as aventuras de Capitão Vitória e receberia os direitos de criações e royalties sobre as mesmas, tornando-se um marco que criou precedentes para que outros artistas fossem tratados da mesma maneira nas editoras em que estavam. Na década de 80 a DC Comics fez com que Kirby redesenhasse os personagens do Quarto Mundo para que os direitos desses ficassem vinculados ao desenhista seguindo a premissa dos novos acordos iniciados por ele.

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Jack Kirby nos deixou em 6 de fevereiro de 1994 e levou consigo o último respiro de uma era pura de criações fantásticas, aventuras primorosas e traços fantásticos. Leva consigo além de muitos prêmios para histórias individuais, o de Melhor Desenhista (1967), e o Shazam Award – Realização especial por uma obra individual (1971). O prêmio Kirby Awards foi nomeado em homenagem a Jack Kirby.

Notas:

O grupo de rock and roll Monster Magnet cita o impacto cultural de Kirby em sua música “Melt“, que incluiu os versos, “I was thinking how the world should have cried/On the day Jack Kirby died.”

O grupo Interzone, do percussionista de jazz Gregg Bendiam, gravou em 2001 um álbum em tributo a ele chamado Requiem for Jack Kirby.

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