Salve a Censura!!!

Uma onda que vem tomando conta dos espectadores de produções cinematográficas é o nivelamento do público nas últimas grandes produções. Sem interpretações errôneas é claro!

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O que tem se seguido nos últimos anos é que muitas produções, no afã de se conseguir um maior lucro nas bilheterias, têm ampliado em muito a gama de público alvo, fazendo roteiros e enredos com tramas pesadas e inteligentes permeadas ou mascaradas com visual, personagens principais e diálogos que agradem crianças, jovens e adolescentes enquanto os seus pais se distraem com as tramas que navegam no pano de fundo.

Alguns exemplos se dão nas últimas produções no Universo Cinematográfico da Marvel e na franquia de Star Wars, onde muita coisa deixou de ser aprofundada ou foi abordada muito superficialmente para não forçar um aumento da idade mínima, já que boa parte da arrecadação ou mesmo o interesse da Disney está bem fora das salas de cinemas e sim nos seus parques ou nas prateleiras de suas lojas.

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Isso tem nivelado bem por baixo as últimas produções fazendo com que o público chegue a comemorar quando um filme recebe uma orientação de idade mínima de 16 ou 18 anos, não que este filme venha a ter palavrões ou cenas inadequadas, pesadas ou como muitos acham, de cunho erótico, mas sim a certeza de que o filme não foi pensado para crianças e quando estiver assistindo você não vai se sentir um idiota e fiar se perguntando o por quê de estar ali vendo aquele filme e se o seu nível de fã desta ou daquela franquia é o suficiente pra você passar por aquilo.

Dois exemplos claros disso vem de 2015 quando foram lançados Tomorrowland (Tomorrowland- Um Lugar Onde Nada é Impossível) da DisneyJupiter Ascending (O Destino de Júpiter) da Warner, ambos possuem uma estória, mas pecam ao abrangerem demais o seu público alvo.

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Tomorrowland é uma dessas estórias fantásticas ancoradas na visão que se tinha do futuro nos meados do século passado, onde o imaginativo das pessoas ajudavam a construir idéias fantásticas que alimentam a mente dos cientistas e inventores até hoje, mas que de repente você se vê sendo tratado como uma criança que não entende de muita coisa e ser distraído por personagens caricatos que seriam fantásticos se fossem manuseados por mãos melhores.

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Jupiter Ascending é de cara um space ópera, lindo, bem construído capaz de orgulhar ou até mesmo invejar Edgar Rice Burroughs com o seu John Carter, mas o que se vê é um romance adolescente pegajoso e previsível que te dá uma vontade louca de levantar e sair da sala de cinema.

Sou um apaixonado por temas de ficção científica, space ópera, fantasia, esses temas eram abordados e apresentados para o público sem nivelamento forçado, se um adolescente quisesse ler era só pegar na estante do pai ou do tio e ler, e ele se satisfazia ao extremo, nem por isso as empresas de entretenimento deixavam de lucrar, entre a década de 30 e 50, dezenas ou até mesmo centenas de jogos usando esses temas foram produzidos não uma, mas duas ou três vezes.

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Dan Dare, Flash Gordon, John Carter, Buck Rogers, não preciso fazer uma lista muito grande para exemplificar esse pensamento, isso por que nem saí do gênero de ficção científica.

Talvez isso explique um pouco certas decepções das últimas produções que ameaçaram “flopar” nas bilheterias, enquanto uma enxurrada de críticas e rodas de bate papo questionando essa ou aquela abordagem dos filmes, nesse meio tempo outros títulos explodem de sucesso mesmo com o público sendo restringido pelas restrições etárias.

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Aos produtores e diretores, não se esqueçam de quem leva essas crianças ao cinema para ver um filme de um ou outro herói, há trinta ou quarenta anos atrás lia os quadrinhos desses mesmos personagens ou via os seus desenhos e nem por isso deixou de gostar deles. Resta a esperança de que se forem produzir algum material novo no futuro pensem nisso, e não vejam o público como um simples consumidor momentâneo, é de certa forma uma falta de inteligência achar que os lucros devam ficar apenas nas entradas dos parques ou nas prateleiras cheias de bonecos e não numa vontade louca de ver o filme novamente, querer comprar dois Blu-Rays um pra ver e outro pra deixar lacrado e eternizado.

Será que a queda na vendas dos boxes de filmes realmente se deve a nova era digital ou como dizem muitos, a crescente pirataria ou realmente o fã que compra porque gosta, ninguém faz isso com algo que não gosta, deixou de comprar por não achar mais tão atraente ou não sentir mais aquele frisson de ter em casa pra ver quando e quantas vezes quiser? Bom, isso é outra discussão!

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