SUPER PRESIDENTE

Enquanto construía a postagem sobre Johnny Cypher, acabei mergulhando mais profundamente nas nostalgia e no universo fantasioso da minha infância, tenho em um carinho especial pelo o primeiro personagem super herói do que poderia se dizer de atualidade, ou não tão futurista, mas que mostrava uma visão diferente de uma atualidade distorcida.

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James (Jim) Norcross é o presidente do bloco mundial democrata, ele recebe poderes especiais após ser bombardeado por uma tempestade cósmica que lhe dá poderes de controlar e mudar a composição molecular do seu corpo para materiais inorgânicos como granito, aço, ozônio, água e até mesmo eletricidade. Um painel oculto na Sala Oval da mansão presidencial que lhe dá acesso à base secrete em uma caverna. Até aí tudo bem, já vimos muito disso, mas esse é o Super Presidente (1967).

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Ele possuía um carro que fazia os olhinhos de qualquer criança brilhar, o Omnicar, um veículo de linhas futurista que era ao mesmo tempo carro, avião e submarino, algo que serviu e serve de inspiração para muito agente secreto, contava também com jatos especiais presos ao cinto da sua roupa. Com a ajuda de seu mais leal amigo e assistente, Garry Sales, Jim se transformar e luta para salvar a terra da destruição eminente.

Durante muito tempo, logo após conhecer os “xis-men” (X-Men-1963) e seus amigos da Tropa Alpha (1979), eu me perguntava se o Guardião (1978) tinha alguma coisa a ver com o Super Presidente simplesmente pelo fato de seus uniformes terem cores parecidas, aqui vai aquelas distorções fantasiosas que a mente de uma criança pode causar, e o fato de seus poderes serem de certa forma similares, apesar de o Guardião tê-los simplesmente por causa de sua roupa-armadura.

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Mais tarde, graças às informações nos meios virtuais fiquei sabendo das controvérsias por trás desse personagem. A União Soviética criticou pesadamente o desenho por trata-la de forma negativa como o outro bloco separatista da estória e o vilão da mesma. A resposta do então presidente dos Estados Unidos, Lyndon B. Johnson foi enfática, se a União Soviética continuasse a falar mal do desenho os Estados Unidos continuariam sua corrida armamentista contra eles. Confesso que queria muita saber disso na época, mas também teria que entender o que significava, pois nem tudo caia na compreensão infantil tão facilmente.

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Nesse universo de guerra fria nada mais normal que personagens criados para serem verdadeiros espiões e foi que aconteceu. Os desenhos do Super Presidente precediam e traziam em seu bloco de horário Richard Vance, The Spy Shadow (1967), um agente secreto da Interspy que aprendeu a controlar a sua sombra durante sua estadia no Tibet e tendo como única fraqueza a escuridão total, onde na falta de luz não poderia projetar a sua sombra. Sua semelhança com o personagem da DC Comics é apenas visual.

“Richard Vance, você dominou o sagrado poder da concentração, projete o poder do seu subconsciente, ‘sombra apareça’…”

Spy Shadow teve 17 episódios contra os 30 de Super Presidente, ambos produzidos pela DePatie-Freelang (David H. DePatie e Friz Freleng) para a NBC e depois de tantas controvérsias o Super Presidente teve o seu cancelamento confirmado devido às pesadas críticas de grupos de vigilância de TV, incluindo a Action for Children’s Television devido a sua representação de um líder mundial invencível e sobre-humano.

Apesar dos traços simples que em certos momentos lembravam até mesmo os clássicos traços europeus como o da Pantera Cor de Rosa, e não é por caso já que David H. DePatie e Friz Freleng foram os responsáveis pela produção da sequência de animações usadas no filme do diretor Blake Edwards e a abertura da série Jeannie é um Gênio.  Mais tarde, após a morte de Freleng, os estúdios foram vendidos para a Marvel Comics. Seus traços ficaram famosos e perduraram por várias outras produções como, Super 6, Os Caretas, Os Cometas, De Volta ao Planeta dos Macacos, Mulher-Aranha, O Inspetor e outros. Disso tudo ficou apenas ar de nostalgia que me faz pensar o quão perto disso tudo estamos.

Walber Pena

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