O RAIO QUE O PARTA!

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29/03/2018

Está bem, já foram 9 episódios e já começo a me decepcionar, não que a série seja ruim, mesmo pra quem viveu o auge do personagem nos quadrinhos e nas animações, que sabe que o personagem é assim mesmo, seus focos, seus objetivos. Mas pra quem tinha uma certa esperança de acerto, até pelo personagem se bem fora dos holofotes fica um gostinho amargo da série ter sido feita unicamente para confrontar ou disputar espaço com Luke Cage.

O enredo vem se arrastando pesadamente, os  dramas familiares ocupam mais espaço que deveria, a comunidade oprimida é mais opressora nos seus conceitos e preconceitos morais do que o necessário, o cenário e os vilões parecem um reflexo direto da série da Marvel, salvo o fato dos motivos pelo qual o submundo é regido.

Não precisava ter uma boate com músicos cantando a trilha “ao vivo”, com um sub-vilão comandando, uma Mama mandando e desmandando em todos, um bandido querendo ser maior, um político corrupto, são tantos ingredientes semelhante que chega a doer na paciência.

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A estória familiar parece tomar conta de todo o tempo dos roteiristas e o que sobra é preenchido com conflitos sociais no bairro onde a trama se passa. Poucas referências, aliás quase nenhuma, salvo um comentário sobre a Vixem, Supergirl e Mulher Maravilha linkam o universo de Black Lightning ao Universo DC.

Tudo bem que nas revistas os personagens abordam suas vidas e conjecturas pessoais, passam parte do tempo investigando ou tentando proteger sua identidade e muito, muito pouco tempo é desprendido em porradaria, que é o que todo mundo acha que super herói tem que fazer, mas passar 30-40 min vendo e ouvindo reclamações, choramingues e coisas do tipo tira a paciência de qualquer fã inveterado da DC.

E olha que ainda nem entrei no mérito dos efeito visual que os personagens passam, ninguém consegue imaginar um personagem cheio de heroísmo andando calmamente em meio às explosões como se fosse um fantasma de pernas arqueadas para dentro, dá medo de ver os joelhos baterem um no outro e o ator cair de cara no chão. As cenas de ação se restringem a dedinhos apontados, olhinhos brilhantes e dentes cerrados, quando jogava RPG até as minhas interpretações eram melhores.

De certa forma até agradeço aos produtores em terem afirmado veementemente que este personagem não se enquadra em nenhum arco da cronologia DC, e como sou grato por isso, mas no fundo como todo DCnauta torço muito e loucamente que seus produtores revejam isso, realinhem os interesses da série para que ela pelo menos mereça fazer parte de algum arco do Universo DC.

P.S.: E pelo amor dos deuses da 9ª arte, parem de transformar todo mundo  em super heróis, está parecendo Os Incríveis!!!

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26/04/2018

É isso mesmo, cheguei a escrever a matéria acima, mas resolvi esperar um pouco por precaução, e esperei…

A série chegou ao seu final e não mudou em nada a minha opinião, infelizmente, o que vi tendeu pra piorar o que sentia e pensava. É inadmissível imaginar um herói que não tenha um mínimo de responsabilidade para com os preceitos mais humanos, mesmo que este seja para a preservação dos seus entes queridos.

Não importa se o seu inimigo, secundário ou não, tenha culpa por perseguição pessoal, familiar, que alguém que tenha uma índole assassina ou já tenha cometido crimes no passado, você não pode permitir que um assassinato a sangue frio seja cometido na sua frente, na frente dos seus filho, a menos de 1 metro de distância de você e principalmente se a vítima está desarmada, apenas blefando em meio a babas de ódio.

Isso não é ser herói, se a sua casa está cercada, mesmo que seja por vilões ou pseudo forças policiais, você não pode dizer: Não tenho poderes, então me dá uma 12mm. Isso não é heroísmo.

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Ao longo de toda a temporada eu vi desculpas esfarrapadas para se fazer uma série violenta, usando desculpas racistas dos quais em 12 episódios não foram gastos nem 2 ou 3 minutos com atos ou ações verdadeiramente racistas, toda a vez que o tema era abordado era a base de reclamações rancorosas sobre o que poderia ou iria acontecer.

O que se seguiu sobre esse tema foi a perda de uma ótima oportunidade da se abordar o tema de maneira correta, trazer os espectadores para uma reflexão mais profunda, mas o que se viu foi uma desculpa para os personagens usar de violência descabida, o que acabou sendo velado pela tentativa de dar um ar mais leve a trama.

Na minha opinião tivemos um verdadeiro erro de produção, roteiro e direção na série, não havia a necessidade de tanto exagero, bastava ter deixado a estória original correr livre com toda a sua riqueza e originalidade. Ficou no fundo uma sensação de terem decidido os caminhos da série em um reunião onde pediram sugestões e ao invés de se escolher uma ou as melhores e trabalhar nelas, optou-se por: Legal! Vamos pegar tudo então! a gente põe tudo isso e arrebenta, a gente vai agradar a todo mundo!

Só que não!!!

Walber Pena

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