r+I(π)=Stephen Hawking

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“Somos apenas uma estirpe avançada de macacos em um planeta menor de uma estrela muito comum. Mas podemos entender o universo. Isto nos torna muito especiais”. (entrevista à revista alemã Der Spiegel, 1988)

Essas ironias que o universo nos proporciona só nos faz ter uma certeza, Deus não joga dados, e para Stephen Hawking isso não era um problema: Vamos jogar cartas então! Já não lhe bastava ter nascido no dia em que se comemoraria os 300 anos da morte da Galileu Galilei, sua despedida dessa existência se deu no dia mundial do “π”e no aniversário do nascimento de Albert Einstein. Não se pode dizer que isso tudo é uma simples coincidência e sim uma complexa fórmula do destino.

“Eu não o compararia com o sexo, mas ele dura mais.” (em 2011, falando sobre o momento em que ocorre uma descoberta científica)

Assim foi sua vida, solucionando problemas que por tanto tempo geravam dilemas em todos os pontos da ciência e por conseguinte fora dela. Vencendo as barreiras da medicina e da biologia conseguiu provar para todos que todas as expectativas e pontos de vistas estavam errados e transformou um “simples” diagnóstico conclusivo em uma de suas grandes comprovações que veio a trazer esperança para muita gente que sofria do mesmo mal que ele.

“Minhas expectativas se reduziram a zero quando tinha 21 anos. O restante foi um presente”. (entrevista ao New York Times, dezembro de 2004)

Por 52 anos além do que haviam lhe dado construiu não só terios que vieram a se comprovar e a facilitar estudo científicos em todas as áreas da física e da cosmologia.

“A cruz de minha celebridade é que não posso ir a lugar algum sem ser reconhecido. Não basta colocar óculos escuros e uma peruca. A cadeira de rodas me entrega”. (entrevista a um canal de TV israelense, 2006)

Mas não se ateve apenas a isso, levando a sua vida com um senso de humor que pouca gente entenderia ou suportaria, ultrapassou as barreiras existentes entre a ciência e o resto do mundo mortal e emprestou o seu caudaloso sorriso para séries, filmes e músicas mostrando que a distância entre a ciência e a humanidade é tão simples quanto uma fórmula para se calcular a massa de um buraco negro. Assim conquistou através do mundo uma legião de fãs se tornando parte e personagem do universo da cultura nerd.

“Percebi que mesmo as pessoas que afirmam que tudo é determinado de antemão e que não podemos fazer nada para mudar, mesmo essas pessoas olham para os lados antes de atravessar a rua.” (de “Buracos Negros, Universos Bebês e Outros Ensaios”, 1994)

Em 1993, Stephen Hawking interpretou ele mesmo no 26º episódio (“Descent”) da sexta temporada da série de ficção científica “Star Trek”. Na cena, o físico participa de uma rodada de pôquer ao lado de Isaac Newton, interpretado por John Neville, e Albert Einstein, papel de Jim Norton, ironizando aí umas das célebres falas de Einstein de que Deus não joga dados, onde no universo nada seria aleatório, mas friamente calculado como numa partida de poker.

O físico britânico também fez algumas participações na serie “The Big Bang Theory”. Sua primeira aparição foi em 2011. Sua última participação foi na estreia da 11ª temporada da série, em 2017. Em um dos episódios, ele participa de uma videoconferência com os personagens Leonard Hofstadter (Johnny Galecki) e Sheldon Coope (Jim Parsons).

Em 2014, Stephen Hawking interpretou ele mesmo no documentário “Monty Pytohn: O sentido da vida ao vivo”, que conta a história da carreira dos comediantes britânicos, além de mostrar a filosofia por trás da obra do grupo.

Em 1992, o físico participou do documentário “Uma breve história do tempo (A Brief History of Time)”, dirigido por Errol Morris. O filme retrata um pouco da vida e do trabalho do físico.

Stephen Hawking também já virou desenho. O físico aparece como ele mesmo no episódio “Eles Salvaram o cérebro de Lisa”, o 22º da décima temporada de “Os Simpsons”. No episódio, Stephen salva Lisa de ser gravemente ferida por algumas pessoas de Springfield, que estão irritadas com as novas leis. Stephen Hawking retorna ao seriado em 2004, no episódio “Não tema o carpinteiro” da 16ª temporada; em 2006, no episódio “Pare, senão meu cachorro atira”; e em 2010, no primeiro episódio da 22ª temporada, o “Musical da escola fundamental”.

“A vida seria trágica se ela não fosse engraçada.” (Stephen Hawking ao longo da vida)

A conclusão da sua vida fica como um simples resultado de suas complexas fórmulas, está tudo ali para quem quiser ver, sua importância para a ciência e para humanidade vai além das fronteiras do conhecimento. Ter tornado tudo muito próximo de todos, inclusive ele mesmo, quando se despiu de todas as armaduras que os que se dizem mais sapientes e caminhou entre nós, isso atraiu um grande público onde quer que fosse. Suas participações nas séries de TV, filmes e animações o transformaram num verdadeiro ícone da cultura pop e uma referência para o mundo nerd. Sua verdadeira Teoria Hawking talvez seja a de definir, proporcionar e simplificar o grande vazio que existe entre a ciência e a humanidade.

 

“Olhe para as estrelas e não para os seus pés.” (dito ao completar 70 anos)

Stephen Hawking: 8 de janeiro de 1942 – 14 de março de 2018

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