Action Figures: Os bonecos mais incríveis…que você não teve

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Pobres comandos em ação. Como ralavam. Não bastava ter que desbaratar os planos malignos do Comandante Cobra, ainda tinham que fazer dupla jornada, interpretando heróis de outras franquias, e derrotando vilões alheios.
Mas fazer o quê? A nossa infância foi recheada de desenhos e séries incríveis que, assim que terminavam, abriam as portas para uma infinidade de aventuras. Nós tínhamos um dever…Tínhamos que brincar! Mas, ora, ONDE ESTAVAM OS BONECOS???
Ok, nós tínhamos comandos, tínhamos Thundercats, tínhamos Rambo, He-man, Galaxy Rangers…até Sectaurs nós tínhamos. Mas e quando você terminava de assistir a um emocionante episódio de Silverhawks, pra onde você corria? No meu caso, usando toda a imaginação e canetinha prateada (aquela proibida porque matava criança, lembra?), um Superman morria para nascer um Quicksilver!
Se você se identificou com essa pequena introdução, é hora de sofrer comigo, pois graças ao Google pude descobrir um universo de Action Figures que, sabe-se lá por qual razão, não aterrissou na nossa amaaaaaaada terrinha, ou, se chegaram, foram tão raros que viraram lenda urbana! Então, amigo, prepare-se…e vem compartilhar comigo essa gostosa frustração.

Visionários: Os Cavaleiros da Luz Mágica

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Quem não ficou alucinado com os poderes místicos desses guerreiros de Prysmos? Duas facções, os cavaleiros espectrais e os lordes da escuridão, lutavam pelo destino de um planeta que, outrora total dependente de tecnologia, se viu imerso numa espécie de “Idade das trevas” onde a magia imperava. Merklynn, o mago, concedeu a ambos as ferramentas necessárias para o desenrolar desse confronto – totens animais que garantiam ao seu possuidor super habilidades e até a capacidade de se transformar no referido bicho! Alguns tinham uns estandartes maneiros e outros veículos especiais!
BORA BRINCAR?! Ããããã…não…desculpa. Apesar do desenho ter sido desenvolvido com a missão de vender os brinquedos da HASBRO, esses cavaleiros jamais usaram suas mágicas por aqui. Pena, pois, como podemos ver e babar nas fotos, havia um efeito de holograma fantástico nos símbolos dos heróis que deixariam qualquer guri hipnotizado por horas!

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Centurions

FORÇA EXTREMA! Esse era um dos “preferidos” dos meus comandos. Era só amarrar umas asas nas costas de um azulzinho e pronto, lá estava um Ace McCloud. Centurions era uma força de defesa constituída por superespecialistas em suas áreas, equipados com exoesqueletos de alta-tecnologia, que os transformavam em autênticos homens-máquinas, e os capacitavam a enfrentar a loucura do perigosíssimo Doutor Terror e seus soldados.

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Essa animação, produzida pela Ruby-spears em parceria com a japonesa Sunrise, tinha uma sensacional linha de brinquedos que exploravam o encaixe das peças das armaduras nos bonecos, em algo que ficava entre os Joes e Cavaleiros do Zodíaco. Ah eu com um desses…mas não…aqui não.

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Spiral Zone

Esse era sinistro. Até levemente depressivo. Mas aqueles veículos!!!! Não dava…tínhamos que encarar a Zona (?!).  A trama se passava no futuro, no longínquo ano de 2007, quando um cientista militar perverso, conhecido como Overlord, lançou sobre o nosso planetinha sofrido seus temíveis geradores de Zona. Essas geringonças lançavam no ar uma sombria neblina, e quem estivesse naquela área afetada era convertido numa espécie de zumbi! Diante desse perrengue global, as nações do mundo se uniram para criar uma força de combate, claro, hiper-mega-equipada, capaz de entrar nas zonas, libertar a mente dos cidadãos e desmantelar os planos de conquista do diabólico Overlord.

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Spiral Zone, produzida pela Atlantic/Kushner-Locke e animada pela dobradinha Japão (visual 80) e Korea do Sul (studio AKOM), foi, para mim, uma das melhores séries lançadas na década de 80. Ela carregava no DNA a essência das produções daquele período, que era o “não tratar crianças como idiotas”. Sempre havia uma trama com certa profundidade, mas, aqui, a coisa subiu um pouquinho de nível, e talvez por isso não tenhamos vivido o prazer de segurar umas das incríveis action figures criadas pela BANDAI.
Lá em casa os Joes seguravam a onda como podiam, principalmente um loirinho (que eu já fingia ser o Duke…mas, assumo….não era) que encarnava a maioria dos líderes das diversas equipes animadas da época. O que pegavam eram os veículos. O design das motos dos Zone Riders era algo de desafiar a lógica, sendo o destaque a inesquecível Monowheel, um enorme secador de cabelos com uma roda só.

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Jayce e os Guerreiros do Espaço

Junte plantas mutantes, engenharia genética, magia, robótica e outras delícias da ficção científica oitentista num desenho, dê a ele um toque de Star Wars mas com pretensão de falar japonês e, claro, faça uma abertura digna, com uma trilha sonora do jeito que a gente ama – hard glam farofa espacial! Pronto, temos Jayce! Uma saga promissora, mas que afundou miseravelmente entre tantas “Mara Maravilhas” perdidas no baú do tio Silvio.

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Produzido pela DIC Entertainment, e supimpamente animada pelas japonesas Sunrise, Shaft, Studio Giants, Studio Look e Swan, esta pérola tinha uma história cheia de elementos interessantes. Um cientista cheio de boas intenções – o fim da fome nas estrelas, um fracasso épico que criou monstros plantas assustadores, os Monstróides, liderados pelo escabroso (estão acabando meus adjetivos vilanescos) Saw, um jovem valente em busca de seu pai e da última esperança de salvar o universo, um mestre mago, uma guria esperta, mascotes, e um parente do Han Solo. Cara…esse é tão legal que vale a pena ser revisto…pra surtar de raiva no final, já que não fecharam a novela.
Enfim, o que nos cabe aqui é brincar. E com Jayce não era diferente…toda a loucura Sci-Fi servia de fundo pra vender bonecos e veículos da Mattel! E que veículos, companheiro! Maquinas de combate, com armas gigantescas, e partes que poderiam ser trocadas entre os demais veículos da linha, numa customização maneiríssima. Show a parte era o arsenal sobre roda dos Monstróides, que tinham um design mesclando metal e planta!

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Os Defensores da Terra

Liga da Justiça? Vingadores? Para! O mundo é muito maior do que isso, meu jovem. No futuro, em 2015 pra ser mais exato, os maiores heróis da King Features Syndicate, unirão seus esforços para enfrentar Ming, o impiedoso, e sua horda de Robôs de Gelo. Nossos campeões são, nada mais, nada menos, que – Fantasma, o espírito que anda, com a força de dez tigres. Mandrake, o mago, acompanhado de seu inseparável amigo Lothar, e, liderando esta trindade, Flash Gordon, o intrépido guerreiro espacial. Mas essa equipe ainda contava com a ajuda de uma “galerinha do barulho”, seus filhos malas…digo…adolescentes, que acrescentavam o elemento donzela em apuros da série…tirando a Jedda, filha do Fantasma, que tinha poderes telepáticos que a permitiam trocar uma ideia com sua estilosa pantera Kisa.

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Talvez isso explique porque a Galoob tenha decidido economizar plástico, lançando apenas os bonecos dos medalhões. Ok, concordo…uma coleção com seis personagens não seria lá tão impressionante assim. Mas pensa um pouco. Força a cuca e lembra daqueles heróis Marvel da saga Guerras Secretas, com aquele escudinho forçado e quase zero de articulação. Agora olha pra esse Fantasma, cara! Cotovelos e joelhos dobráveis! Chicote! Arma! Super bem acabado! Rapaz…ouso dizer que seria páreo duro para os meus Superpowers!

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Seis Biônicos

E por falar em heróis, depois do quarteto e antes dos Incríveis, havia uma família de heróis que contava com superpoderes biônicos para combater o mal, encarnado no cruel Doutor Escaravelho e seus asseclas. Os seis biônicos , série nipo-americana produzida pela Tokyo Movie, contava a história de um paizão, Jack Bennet, piloto de testes e herói dotado de partes biônicas, que viu sua amada esposa e seus quatro filhos (dois biológicos e dois adotados, algo que garantia uma miscelânea cultural bem interessante e politicamente correta) serem soterrados numa avalanche, caindo em estado de coma. A forma de salvá-los? Mole! Troca uns pedaços aqui…remenda ali…e pronto…salta cinco super-heróis no capricho.

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A premissa não é das mais originais, mas a animação, as cores, os poderes e seus efeitos, e a leveza da aventura, faziam valer os minutos na frente da TV.
Admito que nunca me animei de brincar disso…até pesquisar sobre seus produtos licenciados! E os bonecos eram incríveis! Assim como fizeram com o action figure do homem de seis milhões de dólares, obra que inspirou essa série, as partes biônicas eram feitas de um plástico transparente colorido, algo que, para um garoto imaginativo, era a materialização da energia biônica!

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Comandos do Céu

Essa equipe da Hanna-Barbera passa batido por muita gente, mas, por ter marcado minhas adaptações com meus Joes, não poderia ficar de fora. A história, que num primeiro momento não parece ser das mais brilhantes, tem lá seu charme, com elementos refinados de ficção: Um super time de alpinistas de várias etnias, usando equipamentos hiper modernos, usavam suas habilidades e coragem para proteger o mundo, em meio a montanhas e desfiladeiros formados no surgimento de um novo continente. O vilão da vez era um tal general Lucas Plague, que, auxiliado por um exército mercenário, buscava o controle de uma poderosa fonte de força conhecida como Phata 7.

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Esta nova área é assolada por terríveis condições climáticas e uns monstros bizarros, o que obrigava os valentes que ousassem penetrar na região locomoverem-se, somente, através de seus cabos laser, uma corda de energia que, ao se enganchar, se transformava numa trilha de metal. Bem bacana!

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Então imagina o quarto do moleque após ver um episódio desse negócio! Era linha cruzando de um lado a outro, cheia de comandos e cobras agarrados. Se tivesse o bonequinho certo…com o equipamento certo…ah! Mas tinha! Uma linha de action figures da Kenner que conseguiu fazer mais sucesso do que o próprio desenho, que morreu nos 13 episódios. Fomfomfom.

Dino Riders

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Caras…admito…lembro vagamente desse daí…tá na minha lista pra rever. Por isso sejamos curtos e grossos, ok? Dinossauros com mísseis e lasers!!!! Precisa de mais alguma coisa?

Silverhawks

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Agora sim um campeão de audiência! Essa série produzida pela Rankin/Bass e animada pela Pacific Animation Corporation (mesma dos Thundercats) tinha tudo, tudo e tudo. Abertura maravilhosa, plot maravilhoso, design incrível, sucesso com a garotada…mas e os bunécrinhos???
Calma…eu sei que não precisa, mas eis o resumo: Mum-h…digo, digo…Monstro Estelar, é um bandido, mafioso, sanguinário e malvadão que fugiu de sua cela quentinha no Planeta Penal 10. Ele entrou lá por conta do heroísmo do comandante Stargazer, hoje um policial espacial coroa que quer passar a tocha para os novos Hawks. Assim, livre, Monstro Estelar, usando de recursos semelhantes à de um certo feiticeiro do terceiro mundo, se banha na energia da galáxia Nimbo, e fica tenso! Numa armadura cheia de espinhos e vermelhona, ele sai montando uma lula espacial, em busca de vingança e, de quebra, tenta tomar o controle do universo.
Mas os nossos Silverhawks estão no meio disso aí, e não vão dar mole pro senhor siriguejo, ainda mais contando com a nossa ajuda né? Não…não…a não ser que você tenha customizado o seu Superman como eu, não rolou ajuda não.

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Incrivelmente Silverhawks não foi vendido por aqui, mesmo após o sucesso absurdo dos thunderianos e do sucesso da própria serie dos cromadinhos. Por que? Será que o Silvio não curtia brinquedos? Se é assim, por que Sectaurs teve uma chance e os Falcões de Prata não? Mistério. Mas vale um consolo…os bichinhos eram feios. Asa de paninho? É uma saída pra não atrapalhar o movimento, é verdade. Mas que fica com cara de carnaval, fica.

M.A.S.K.

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Finalmente! Essa lista não está numa ordem classificatória, mas eu precisava guardar o melhor para o final! Eis a coleção nº1 do meu coração…que jamais tive (a coleção, e não um coração).
A série parte da premissa mais simples possível. Uma força do bem, MASK (Mobile Armored Strike Komando), criada pelo cientista milionário Matt Trakker, meio que uma mistura de Duke  com Wayne psicologicamente equilibrado, em parceria com seu irmão Andy Trakker e um amigão do peito, chamado Miles Mayhem (pra quem fez cursinho de inglês, recebe a dica aí). Num belo dia o “mui amigo” surta, mata o irmão do Matt, e cria seu próprio clubinho malvado, a V.E.N.O.M. Pronto, está armada a guerra! Deste dia em diante Matt convoca seus agentes ao redor do mundo (essa cena era top demais!) e usa todos os seus esforços para combater a ganancia e loucura de Mayhem e seu veneno. Por todos os esforços leia-se: Vestir capacetes super maneiros que garantem a seus usuários incríveis e variados poderes, como ondas antigravitacionais ou raios de fogo, além de veículos de combate absurdamente maravilhosos que, além das armas que qualquer carrinho de Comandos em Ação teria, ainda se transformavam! Não em robôs…mas em outros veículos! WOW!!!! Saca? Simples e Genial! Um Camaro que levanta as portas e vira um jato!!! Não tem como não desejar ardentemente um brinquedo disso!
E sim, querido amigo saudosista, ele existiu. Uma linha inteira de veículos “mutantes”. Caminhões que soltavam barcos, motos que viravam helicópteros…e os bonecos, com todas a máscaras e poderes que sua imaginação fosse capaz de dar conta.
A Kenner, mesma responsável pela linha Superpowers (olhinhos piscando), se superou, lançando uma série que tinha tudo pra ser a minha favorita e, com certeza, a favorita de milhares de guris brasileiros! Mas cadê? Se alguém comprou, por favor, nos diga como!!!

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Chegamos ao fim! Poderíamos falar sobre muitas outras séries que fizeram história na TV mas que não chegaram nas nossas mãozinhas, ou que não tiveram a adaptação merecida. Se entrássemos nos tokusatsus então? Ai, ai…
Mas olha, se serve de consolo, a internet tá aí pra matar sua vontade. Se você tiver a grana (porque já adianto, tá salgado), um espaço bacana em casa, e filhos obedientes que jamais ousariam usar sua coleção para testar a tinta que eles ganharam na sacola surpresa da última festinha de aniversário que foram, você pode adquirir uma dessas belezinhas com uma certa facilidade.  Mas convenhamos…que graça tem pendurá-los na parede como troféus de um tempo que passou, impedindo-os de realizarem aquilo para o qual foram tão bem desenhados: SALVAR O MUNDO!!!

Ahhhh! Crianças, tragam aquelas tintas! Esses soldadinhos aqui precisam de camuflagem!

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