Made in Abyss: Melhor Anime de 2017?

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Como todo bom fã de anime, lá fui eu pesquisar sobre as opções dessa temporada e apesar de Made in Abyss ter me chamado a atenção pela arte maravilhosa, ao mesmo tempo considerei um pouco infantil devido ao design dos personagens. Decidi, ainda assim, fazer o famoso teste dos 3 primeiros episódios (Confesso que nem sempre resisto até o terceiro) e então, a surpresa: Eu não podia estar mais enganado.

Meido in Abisu no original japonês, é baseado no manga criado por Akihito Tsukushi sobre uma menina que encontra e inicia uma amizade com um autômato na forma de menino, decidindo juntos descer o abismo em busca de encontrar a mãe dela que está desaparecida. O Anime foi transmitido no Japão entre 7 de Julho e 29 de Setembro desse ano.

Vamos ao Plot:

A história é centrada em torno de uma menina órfã chamada Riko que mora na cidade de Orth em uma ilha no mar de Beoluska. A cidade envolve uma cratera estranha e gigantesca, comumente chamada de Abismo. O Abismo abriga artefatos remanescentes de uma civilização há muito tempo esquecida, e portanto, ponto de exploração popular para os chamados Cave Raiders, que realizam descidas árduas e perigosas no poço cheio de névoa para recuperar qualquer relíquia que possam encontrar. No entanto, quanto mais profundo se aproxima do Abismo, mais eles são atingidos por uma doença progressivamente fatal chamada de Maldição do Abismo, uma vez que eles ascendem de volta; Poucos que desceram para as regiões mais baixas voltaram para contar suas experiências. Alguns lendários Cave Raiders ganharam o título de Apitos Brancos, um deles sendo a mãe de Riko, Lyza.

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O objetivo de Riko é seguir os passos de sua mãe e resolver os mistérios do abismo. Um dia, ela explora as cavernas e descobre um robô chamado Reg, que se assemelha a um menino humano com quem ela e seus amigos fazem amizade. Algum tempo depois, Riko é informada de que alguns itens enviados por Lyza foram recuperados, incluindo uma mensagem para ela, dizendo-lhe para se encontrarem no fundo do Abismo. Riko então se despede de seus amigos e parte para o Abismo com Reg em busca de sua mãe, apesar de saber sobre os riscos e o fato de que, devido à Maldição do Abismo, ela nunca será capaz de retornar.

A primeira coisa que me chamou atenção no anime ainda nos primeiros episódios foi a construção de mundo. Classes, novas criaturas, estrutura social, equipamentos e nível tecnológico, economia, etc. Tudo detalhado e servindo como peças para montar o quebra-cabeça do cenário e seus desafios.

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Apesar dos protagonistas serem crianças, os desafios enfrentados por eles não apenas deixam marcas físicas, como também psíquicas. Eles não tomam poções mágicas e são curados instantaneamente, mas carregam cicatrizes e as vezes precisam ficar dias em um local até que possam simplesmente caminhar novamente. O abuso do qual são submetidos a cada perigo e nível que precisam descer no abismo trazem uma sensação de desesperança e agonia.

É basicamente um anime sobre exploração do desconhecido e também uma busca por respostas existenciais. A complexidade é fascinante em uma obra que apenas superficialmente parece ser voltada para crianças mas que acerta em pontos delicados nos adultos que talvez por acidente assistam e passem a acompanhar.

Com a proximidade do final (A primeira temporada são 13 episódios) a estória vai ficando ainda mais pesada e novos personagens vão surgindo, trazendo ainda mais perguntas do que respostas. O final (sem spoilers) não encerra totalmente a busca mas fecha o primeiro grande arco trazendo um sentimento agridoce e um desejo incrível de continuar explorando esse Abismo.

Facilmente meu anime favorito desse ano. Assistam!

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