Dark Souls 1: A jóia da coroa

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Bem vindos guerreiros, demorou (porque eu estava jogando a DLC deDS3) mas voltamos com nossa história e análise da série Dark Souls, e vamos direto falar do melhor jogo da série: Dark Souls 1.

Nomeado simplesmente Dark Souls, o jogo é um action-rpg tido como o sucessor espiritual de Demon’s Souls mas sem ser uma continuação direta desse jogo, desenvolvido pela From Software e distribuído pela Namco Bandai, para PS3, Xbox360 em 2011, sendo em setembro daquele ano lançado no Japão e no mês seguinte no resto do mundo. Em 2012 uma versão para PCs Windows foi lançada, chamada de “Prepare to Die” Edition, literalmente “Prepare-se pra Morrer”, com conteúdo adicional não disponível na versão original de consoles. Mais tarde esse conteúdo foi disponibilizado como DLC para os consoles com o nome de “Artorias of the Abyss”.

Toda a jogabilidade foi refinada mas mantendo as características que a renderam famosa: dureza nos controles e velocidade reduzida mas com uma ótima resposta às ações do jogador, e a dificuldade elevada ainda estava presente, como era de se esperar.

A historia seguiu uma linha diferente de Demons Souls, não continuamos a seguir o destino de Boletaria mas somos apresentados a Lordran, terra dos Lords, e é ai que Dark Soul se sobressai, na grandiosa história que conta.

Segundo a lenda que é contada logo na primeira cut scene, no inicio de tudo o mundo ainda não estava completamente formado, uma vasta terra rochosa, cinza e coberta por uma estranha névoa. Essa é a Age of Ancients, onde somente existiam as Archtrees, árvores gigantescas e supostamente detentoras de propriedade mágicas, e os dragões, criaturas poderosas e imortais, recobertas de escamas de pedra que lhe conferiam imortalidade e os tornavam indestrutíveis, até a chegada da chama primordial que mudaria tudo.

Com o advento da chama, foram criadas também as disparidades, luz e trevas, vida e morte, simbolizadas por 4 grandes almas, as Souls desse jogo, que foram descobertas  dentro da chama pelos 4 Lords: Gwyn, lorde da luz; Nito, o primeiro entre os mortos (ou o primeiro a morrer), a Bruxa de Izalith, e por fim o furtivo Pigmy, que reclamou para si a Dark Soul e foi esquecido pela história. Juntos, os três primeiros Lords desafiaram o domínio dos dragões e unidos ao dragão Sith, que nascido sem escamas e portanto mortal e invejoso de seus irmãos, destruíram todos os Dragões Eternos e deram inicio ao seu reino, a Era do Fogo. Durante a Era do Fogo o mundo foi governado por Gwyn e sua casta de Deuses, mas nem tudo é eterno. Da mesma forma que surgiu, é dito che a primeira chama um dia iria se apagar. Com o enfraquecimento da Primeira Chama, as trevas do Abismo começaram a avançar sobre o mundo, trazendo consigo a praga dos mortos-vivos e anunciando a chegada da Era das Trevas.

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Lord Gwyn combatendo os dragões primordiais

Uma lenda então surge entre a humanidade, que um dia um escolhido chegaria e poria fim à maldição dos mortos vivos e é ai que você entra. Um humano marcado com o Dark Sign, que caracteriza os mortos vivos, destinado à fazer uma peregrinação à Lordran, terra dos deuses, e salvar o mundo.

O plot principal do jogo parece bem batido e genérico, mas como Demon’s Souls, Dark Souls esconde toda a profundidade de sua história atrás de descrições de items e muito poucas linhas de diálogos de uma meia duzia de NPCs espalhados pelo mundo, mas não se engane, o tamanho e a beleza da história de Dark Souls preenche fóruns de discussão até os dias de hoje, e eu prometo trazer mais dessa discussão aqui pra vocês. Muitas lacunas existem propositalmente para fomentar a argumentação entre a comunidade e para que o jogador as preencha com suas próprias conclusões.

Lordran, a beira da destruição

Lordran, a beira da destruição

O tom dark, e até um pouco depressivo eu diria, é muito forte, o mundo realmente esta a beira da destruição, a raça humana esta pra ser dominada pela maldição dos mortos vivos, todas tentativas de reverter o destino trágico falharam, todas as lendas vivas e heróis do mundo falharam, e você é a unica e talvez a ultima esperança de salvação. O peso do destino do mundo reside sobre seus ombros, e apenas se aprofundando no lore do jogo é que o jogador se da conta de sua real importância.

Os dois finais controversos, baseados numa única e simples, mas ao mesmo tempo muito profunda, escolha oferecida no momento final do jogo, deixava uma pulga atras da orelha e a promessa de novas revelações que porém só viriam alguns anos mais tarde com Dark Souls II.

Mas isso é uma outra história que contarei, se Gwyn quiser, num futuro não tão distante…

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