Dark Souls 3 – Ashes of Ariandel

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Depois de uma semana saboreando o novo lançamento da From Software, eu finalmente consegui terminar a tao aguardada DLC de Dark Souls 3: Ashes of Ariandel, e vou confessar, valeu a pena cada segundo de espera! A DLC é quase tudo aquilo que eu esperava, quase….

Mas vamos as coisas boas primeiro, a começar pela ambientação. A historia se passa dentro do Painted World of Ariandel, um mundo sombrio e invernal dentro de uma pintura aparentemente criada por Ariandel, e quando eu digo aparentemente, quero dizer isso mesmo, porque como todo bom conteúdo da serie Souls, nada é preto no branco, nada é tido como certeza.

Temos 4 novas áreas: Snowfield, The Cathedral, Snowy Mountain e Corvian Settlement, todas, como de praxe, com uma ambientação bem rica e detalhada. Completam as adições 16 novas armas e escudos, 5 novos sets de armaduras, 4 novas magias e 1 novo anel. Todos muito bem integrados a historia sendo contada.

E a historia? Bom, vamos primeiro falar do que ela é, e a partir daqui teremos spoilers pesados. Se preparem.

Ashes of Ariandel conta sobre o destino do mundo dentro da pintura, um mundo criado para ser o lar dos desamparados e abandonados, exatamente como o mundo criado por Ariamis no primeiro Dark Souls, mas diferente daquele, não vemos nenhuma citação a Velka como criadora deste mundo.

Assim como o mundo exterior, esse mundo também sofre com ciclos. Ao fim de cada ciclo, o mundo se corrompe e deve ser purificado através do fogo, que limpará o mundo da podridão, e também de todos os seres que o abitam. Os próprios Corvians (os de DS3, não aqueles de DS1) se encarregam juntamente com Ariandel, de liberar o fogo que irá purificar o mundo e prepara-lo para as próximas gerações.

Isso até a chegada de Sister Friede, mais tarde revelada como Elfriede, the eldest, a mais velha das três irmãs fundadores da Sable Church há muito desaparecida, e seu fiel escudeiro Sir Vilhelm. Friede convence Ariandel a interromper o ciclo e a não liberar o fogo purificador, bem ao estilo Sable Church. E é aí que você entra, pra livrar mais um mundo da perdição, só que diferente da campanha principal, aqui parece que não há escolhas a serem feitas.

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Freide – Má companhia se você costumar pintar mundos

Obviamente existem mil e uma referências ao primeiro Dark Souls e ao Painted World of Ariamis especificamente. Objetos, NPCs, lugares, e a própria ambientação lembram muito o primeiro jogo e parecem que foram pesadamente inspirados pra não dizer diretamente extraídos de lá. Um colírio para os fãs mais saudosos.

As batalhas com os dois novos chefes são bem legais. O mid-boss é interessante apesar de não ser tão desafiador, mas o chefão final é de arrancar os cabelos quando você descobre que, diferente do habitual, esse tem 3 fases distintas. Parries e backstabs estão liberados devido a Friede ter estatura humana, e conjurar o fantasma de Gael como auxílio torna tudo muito, mas muito mais fácil, e sinceramente tira um pouco da graça.

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Friede e Ariandel, uma boss battle digna da série Souls

Meus problemas com essa DLC foram essencialmente dois: o tempo de campanha e a escolha da narrativa. O tempo de campanha é bem curto, bem menor que qualquer uma das DLCs de Dark Souls 2, e a escolha da historia eu simplesmente achei errada. Com o encerramento da trilogia e com apenas duas DLCs anunciadas, introduzir novas histórias que não fecham alguns pontos da trilogia me parece um desperdício, e fazer alusão ao Painted World of Aramis sem fazer nenhuma referência a Velka também. Claro que sabermos mais sobre a Sable Church é sempre legal, mas pra mim foi uma oportunidade perdida para aprofundar outros temas que me parecem mais importantes.

No final das contas Ashes of Ariandel é uma boa DLC, divertida, interessante, nostálgica e desafiadora. Esta longe de ser épica como Artorias of the Abyss mas é melhor do que algumas DLCs de Dark Souls 2.

3 Respostas para “Dark Souls 3 – Ashes of Ariandel

    • Fala Luisiano, a melhor dica que posso te dar é usar a ajuda do fantasma do Gael mesmo. Tenta manter ele vivo pelo menos até a fase dois desse chefe, porque ele tende a manter a Elfride ocupada enquanto voce pode lidar com o Ariandel sozinho. é um chefe bem complicadinho mesmo e requer bastante paciencia porque nao tem muitas aberturas pra atacar, mas com calma voce consegue com certeza! Boa sorte!

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  1. Pingback: Dark Souls – Opinião dos Guerreiros | Mundo Guerreiro·

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