Flash -Acredite no impossível: a DC tem jeito!

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É isso, galera! Hora de calçar as botas mais resistentes e seguir em frente com o Sr. Allen, em mais uma temporada tentado descobrir se o homem mais rápido do mundo é…bem…o homem mais rápido do mundo mesmo, pô.
Ah…mas você é um daqueles caras super pé-atrás com as séries da Warner/DC? Eu te entendo, camarada. Smalville é um trauma difícil de superar e, pra piorar, você começou a assistir Arrow, né? Viiixi.
Bem, longe de mim querer bancar o advogado do diabo, te empurrando qualquer coisa goela abaixo.Entretanto, se você também é um dcnauta das antigas, ou apenas um fissurado na cultura pop oitentista e noventista, talvez devesse seguir o conselho deste amigo narigudo que vos escreve, e dar uma chancezinha ao velocista escarlate. Aproveite o embalo da nova temporada, que já chega prometendo, no mínimo, dar uma bela pincelada em um sonho, e segue com a gente pela misteriosa força de aceleração, revisitando tudo o que rolou no passado e torcendo muito pelo que vem no futuro!

Pra começar, a primeira grande qualidade de flash é aquela que se espera de toda boa série de herói: orgulho da fonte! Consequentemente, é preciso coragem para fazer a transposição sem descaracterizar demais, apelando para explicações demasiadas ou abusando das famigeradas reformulações. Flash é o que é…uniformes, muitas cores, efeitos exagerados mas competentes, vilões malucos com planos ainda mais pirados, superados apenas por papos científicos mirabolantes, traquitanas ultra tecnológicas construídas no tempo de um intervalo, e um efusivo “eureca!” que, providencialmente, ajuda o nosso Hermes moderno a salvar o dia em Central City no último instante. O mais azed…digo…maduro dos nossos guerreiros, o sr. Ian, diria que “isso é coisa de coroas de quinze anos”. De fato, mas isto é DC! Casa de deuses com poderes ilimitados e crises cósmicas infinitas. Enfim, o tipo de fantasia que só funciona tocando naquele moleque interno ainda capaz de “acreditar no impossível”.

The Flash

Uniforme vermelho? Ok. Relâmpagos? Ok. Blur? Ok. Então vai, meu rapaz, VAI!

Outro acerto no alvo fica por conta da construção dos personagens principais e de apoio, e do trabalho bonito feito por um elenco bastante afinado se comparado aos de outras produções CW. Grant Gustin convence fácil com um Barry Allen atual, distante dos paletós xadrez e das gravatas borboletas, detetivesco e científico na medida. Tem a cara e o sorriso pop necessários para conquistar com carisma, e ainda se vira muito bem com os dramas que a história do herói impõe. Não é fácil perder tudo…várias vezes…ter o poder para desfazer o mal, e a consciência de que se o fizer, a probabilidade do contínuo espaço-tempo zicar é enorme. A propósito, se você for um macho sensível, prepare-se. Seus olhos podem insistir em suar com a relação de Barry com seus três pais: Joe West, o paizão do coração (interpretado pelo super simpático Jesse L. Martin); o injustiçado doutor Henry Allen (o lendário “the Flash”, John Wesley Ship) e o enigmático mentor e amigo-da-onça, Doutor Wells (magistralmente executado pelo Guarda Chico, Tom Cavanagh). E temos outro nome a comentar…porém esse merece um espaço só pra ele.

Warner Bros. At Comic-Con International 2014

Team Flash – Foi mal, Oliver…mas somos bem mais legais.

Tudo isso é muito bacana, mas se você me perguntar qual foi a coisa que mais me atraiu em Flash nessas duas temporadas, te respondo sem rodeios: a oportunidade de trocar várias ideias com a minha esposa, uma canceriana linda e pouquíssimo chegada à pirações nerdísticas (o lance dela é GOT, Narcos e, sabe-se lá por quê, o grandão do Luke Cage) sobre viagens no tempo, paradoxos, universos paralelos e afins. Leve e divertida, a série faz desses temas tão nossos, nerdzão amigo, pilares, e os desenvolve com a clareza mínima exigida, sem nenhuma pretensão de se levar a sério demais, mas de maneira bastante correta, enchendo de orgulho o velho doc Emmett Brown. Alias, não por acaso, numa das tantas cenas antológicas da série, Wells explica a viagem do tempo diante de um Joe com cara de concha. No que Cisco, percebendo a expressão boboca do parceiro, resolve a questão “na boa”, no melhor espírito Flash:

– Sabe de volta para o futuro?
– Ah, ta!

E por falar nele, eis mais uma excelente razão para embarcar nessa.

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“It’s like right now I’m Anakin Skywalker. I got the midi-chlorians. I’ve got the goods.  The force is strong with me.”

Francisco “Cisco” Ramon! Carlos Valdés, o intérprete do nosso adorável super gênio e manipulador de energias dimensionais, simplesmente rouba a cena. O cara é o nerd supremo, sendo responsável quase que sozinho por toneladas de referências e easter-eggs por episódio. E o que dizer das camisas? Meu Deus, as camisas!!! Spin-off para o rapaz já!! Por favor!

REVERSOS, SIM…

Mas Flash não é a perfeição. Embora a primeira temporada seja excepcional, ela arrasta alguns vacilos que aborrecem sem comprometer. Na segunda, entretanto, esses mesmos erros pesam mais, chegando ao ponto de testar sua real vontade de saber o desfecho da trama. Um exemplo é o formato “vilão da semana”.

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Hum…fast-food! Aff…piadinha infame.

Se no início esses desafios pontuais montavam um quadro maior, que era, justamente, o desenvolvimento dos poderes e o amadurecimento do herói, na segunda fase esses encontros não possuíam um foco tão bem definido, deixando no ar um cheirinho de “Power Rangers”.

Outros dois erros lamentáveis se dão com a substituição do Allen policial por uma personagem fraquinha de argumento e esquecível, chamada Pat sei-lá-o-quê…, e o não aproveitamento do Henry em liberdade, acabando com aqueles diálogos pai e filho tão legais que levavam o casalzinho aqui de casa aos prantos toda vez. Tem também a coisa dos grandes vilões soarem repetidos…o relacionamento amoroso entre dois irmãos, quente como…amor de irmãos…um Wally ainda sem muita definição, mas, até aqui, muito longe da personalidade sacana que o consagrou…ah, e claro…a Caitlin! Cara…que menina insuportável. (Dica: piora muuuuuuuito na versão dublada).

…MAS COMPENSA!

Ok. Podem me chamar de parcial agora, pois somando prós e contras não tenho dúvidas em dizer que Flash é muito boa sim e merece ser vista! Nem comece a comparar comMarvelflix…são propostas tão distintas (graças à Deus) quanto devem ser distantes os universos Marvel x DC.
Pra te fisgar de vez, permita-me citar algumas coisinhas pra fazer verdadeiros dcnautas babarem:
– terra 2
– Nuclear, Esmaga-átomo, tubarão-rei e outros personagens que ficaram super bem resolvidos visualmente.
– o “the flash” noventa encarnando Joel Ciclone num uniforme bastante fiel.
– o encontro e a corrida entre Flash e Super…girl. (Pegadinha marota)
– Grodd e uma visão da cidade gorila.
– Capitão Frio (Wentworth Miller é muito fera!)
– O maravilhoso episódio Tricksters, com a participação hiper especial de Mark Hammil.
– Flash trocando ideia com a força de aceleração personificada.
– Antepenúltimo e último episódios da última temporada dirigidos por um Kevin Smith feliz feito pinto no lixo.
– e flashpoint!

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Um sorriso bobo dcnauta saindo em 3…2…1…

É o bastante? Pois deixe os chatos continuarem criticando sem ver. Tudo bem….aqui não tem violência, sexo, clima sombrio e todas essas coisas bacanas que a concorrência curte. Nem tramas complexas que envolvam senhores da guerra nazistas ou espaciais. A ideia é mesmo se divertir e se emocionar com as infinitas possibilidades que só um multiverso pode apresentar.

Então…corra, Barry, corra!

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